
Meu nome é Antonio Ferreira. Nasci e cresci em Ourinhos, no interior de São Paulo. Por muitos anos, minha vida profissional girou em torno da automação industrial: estudei, trabalhei e me desenvolvi nessa área. Até que, em 2013, comecei a fazer cerveja em casa. O que era curiosidade virou paixão e, há mais de dez anos, se transformou na minha profissão.
Por causa da cerveja, posso dizer que conquistei as melhores coisas da minha vida. Conheci minha esposa em um festival cervejeiro e, desse encontro, nasceu nossa filha, hoje com 7 anos, cheia de curiosidade, inteligência e energia. Por causa da cerveja também é que hoje você está lendo esse artigo, pois foi por meio dela que conheci o Caminho da Fé.
Em agosto de 2024, já morando em Santos, organizei um curso sobre microbiologia da cerveja junto com a Gabriela Müller, da Levteck. Entre os participantes estava o Daniel, proprietário da cervejaria Brow’s, de Angatuba, no interior paulista, próximo a Itapetininga. Durante o curso, ele me pediu uma proposta de serviço. Elaborei, enviei e aguardei. Duas semanas se passaram sem resposta. Resolvi então entrar em contato para saber se havia alguma dúvida, se a proposta tinha sido analisada pelos sócios ou se eu poderia ajudar em algo. A resposta veio em forma de áudio e completamente fora do roteiro que eu imaginava.

Daniel me contou que estava em outra missão. Estava no sétimo dia de caminhada pelo Caminho da Fé, naquele momento começando a subida da Serra da Luminosa. Em seguida, me enviou uma foto tirada no Portal do Paraíso. A proposta havia ficado em segundo plano. O caminho, não.
Minha reação, apesar de não ser exatamente a resposta que eu esperava — afinal, queria fechar o negócio — foi de pura alegria. Naquele mesmo momento, comecei a pesquisar sobre o Caminho da Fé e a perguntar algumas coisas ao Daniel. Como alguém que sempre sonhou em fazer o Caminho de Santiago de Compostela, enxerguei no Caminho da Fé algo muito parecido. Comentei com ele, meio em tom de brincadeira, meio falando sério: “Já deu até coceira pra fazer.”
A resposta veio em forma de áudio, direta e certeira: “Então faça. Se deu coceira, coça.”
E eu resolvi coçar.
Passei a pesquisar tudo o que podia sobre o caminho. Boa parte da ideia de criar o Pelo Caminho da Fé nasceu justamente dessas buscas, que, diga-se de passagem, não eram nada fáceis. Informações espalhadas, poucas referências organizadas e muitas dúvidas para quem, como eu, era completamente novato nesse universo.

Até que encontrei, “por acaso”, para alguns, mas para mim, claramente por Deus, o Alemão Peregrinações. Entrei em contato, escolhi o mês de maio de 2025 para fazer o caminho, aproveitando um período em que as demandas de trabalho seriam um pouco menores, e pronto: a decisão estava tomada.
As pesquisas continuaram. Curiosamente, o que mais me ajudou foram sites sobre trilhas em geral. Havia pouco conteúdo específico sobre o Caminho da Fé, e lá estava eu, estreante tanto em trilhas quanto em peregrinações, tentando entender quais eram as melhores práticas, as roupas mais adequadas, o tênis ideal e tudo o que envolve se preparar para trilhar o Caminho da Fé.
Mas essa parte, sobre o meu primeiro Caminho da Fé, vou deixar para contar em outra publicação.
Por ora, basta dizer que, desde aquele momento até hoje, o Caminho da Fé se tornou uma parte importante da minha vida. E é justamente por isso que este site existe: para manter essa chama acesa e, mais do que isso, para ajudar outros peregrinos a percorrerem esse caminho tão transformador.
Se você tiver alguma dúvida, fique à vontade para comentar e também sugerir novos temas. Será um prazer caminhar junto, mesmo que à distância.
Que Deus e Nossa Senhora Aparecida abençoe você e sua família.
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